Os maus, os bons e os outros...

Regra básica das histórias infantis: para que os maus vençam, basta que os bons fiquem sentados sem fazer nada.


Não compro mais nada que diga "Made in China". Vou mandar cartas - cartas, e não emails - às Zaras, Pull & Bears e Mangos deste país a explicar-lhes que não ponho lá os pés enquanto não deixarem de vender coisas feitas com mão de obra chinesa (leia-se mão de obra infantil que trabalha 14 horas por dia). O mesmo conta para as Pollux, Brás & Brás e outras empresas portuguesas que muito inocentemente compram as coisas vindas de fora, da fonte mais barata possível. E para as muitas ramificações do grupo Sonae. E para o El Corte Ingléz, onde já não comprava nada de qualquer maneira porque têm uma secção nojenta de casacos de pêlo de animal, mas acho que ainda não sabem e portanto vão ficar a saber que têm menos uma cliente. Não compro mais nada sem confirmar a proveniência na respectiva etiqueta. Já boicotava a economia chinesa desde há algum tempo, intermitentemente, mas desta é de vez. Um dia eles vão boicotar a nossa bolsa de valores, por isso só me estou a adiantar. E não só vou boicotar, como vou chatear toda a gente até à medula para que boicotem. Até aderirem ao boicote, ou terem que cortar as etiquetas da roupa antes de virem para ao pé de mim. Be afraid.

2 comentários:

Irina disse...

Há anos que o made in China me causa problemas. A minha reacção natural é evitar, mas vem a minha mãe q adora lojas dos chineses e diz q se calhar o boicote é pior, pq os pobres chineses ficam sem emprego e está sempre a oferecer-me coisas dos chineses (só custou 5 euros, diz ela), vem o meu pai e diz q quem sou eu para determinar se o sistema deles é mau ou bom e q boicotar selectivamente não é razoável (e então o made in usa e o made noutro lado qualquer onde tb hajam razões éticas a defender?). Mas eu continuo a evitar made in China e made in Bangladesh e made in Indonésia e as grandes marcas americanas tb. No fundo acabo por consumi-las pq estão por todo o lado e muitas vezes estão convenientemente disfarçadas, mas pelo menos reduzo-as no meu cardápio. Como diz um bom amigo meu, mesmo que o Dalai Lama diga que o boicote não é solução para a questão do Tibete, há outras razões para se pressionar a China, como exigir que ela tenha padrões de respeito pelo ambiente e pelos trabalhadores idênticos aos da Europa.

Anita (a prima) disse...

ok, então prepara-te para abdicar do tlm, do pc, da torradeira, da tv, dos dvd ...
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