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Este artigo na The Ecologist[link] sobre carros open-source deu-me umas ideias sobre o que seria o carro ideal.


- É eléctrico ou funciona com uma bateria de hidrogénio produzido de forma não danosa para o ambiente;
- São alugados a curto/médio/longo prazo conforme as necessidades do cliente em vez de ter que se comprar um carro e ficar limitado pelo seu tamanho/consumo/velocidade;
- A manutenção é da responsabilidade da empresa que faz o leasing e os custos destas são diluídos no aluguer.
- Podem ser alugados por telefone ou internet para o local necessário e pelo tempo necessário, e devolvidos numa rede de pontos de recepção bem espalhada.

Desta maneira:
- Não há produção de todos os gases que hoje em dia andam a sair pelos tubos de escape;
- O mesmo carro pode ser partilhado por centenas de pessoas num mês, pessoas que provavelmente têm carros estacionados à porta de casa, a bloquear os passeios, e só os usam ao fim de semana.
- Carros que se tornam obsoletos porque estão a consumir demais, cuja manutenção se tornou cara demais ou estão a poluir demais são postos fora de circulação porque não existe o problema do seu dono não ter dinheiro para trocar de carro;
- Deixa de existir o problema do estacionamento nas grandes cidades, basta entregar o carro num ponto de recepção e marcá-lo para a hora a que se deseja voltar para casa;
- No total, o leasing deve ficar muito mais barato do que comprar um carro, abastecê-lo e fazer a sua manutenção (calculo eu), e não estamos preocupados com os 10 ou 15 000 euros que temos estacionados na rua sujeitos a serem roubados ou estragados por quem passe.

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a pessoa certa (II)

Já repararam como os nossos gostos se tornam mais abrangentes conforme vamos crescendo? Quando somos pequenos não gostamos de sopa, depois vem a fase do não andar de calças ou usar roupa cor de rosa nem que nos matem, e mais tarde não lemos um certo jornal ou não vemos um certo canal de TV por princípio. Mas o círculo de aceitação vai-se alargando. Tenho a impressão, cada vez mais confirmada, que um dia acabamos por gostar de tudo - o que é preciso é que nos seja apresentado de forma certa [Isto faz-me lembrar que lá para o norte diz-se que todo o burro come palha, a questão é saber dar-lha, e que devo estar a falar mais ou menos do mesmo mas não no sentido em que se costuma aplicar o provérbio...eheh..).

Ninguém me faria passar mais de 2 minutos a ler poesia até que me emprestaram um livro de Pablo Neruda e agora tenho uma colecção de antologias poéticas na minha estante. O apocalipse nuclear não me faria comer favas até ao dia em que almocei salada de favas com tomate e queijo fresco temperada com oregãos em casa de uma amiga, e agora experimento receitas com elas. E nunca achei a mínima piada a anime (desenhos animados japoneses) até que dei de caras com a série ergo-proxy. Agora ando a perseguir tudo o que os seus autores já puseram neste mundo, e outros autores se seguirão.

Sinopse: ao descobrir que se aproximava a destruição do ecosistema terrestre, a humanidade criou 300 indivíduos de uma raça especial de seres: os proxy. impossibilitados de se reproduzirem por causa do impacto tóxico no seu corpo, os seres humanos precisam da presença de um proxy nas cidades-aquário em que vivem, para que a sua força vital faça funcionar as incubadoras artificiais onde os fetos se desenvolvem. Mas e se um proxy quiser ser apenas humano? Se escolher apagar da sua memória o seu papel de semi-deus e misturar-se com a multidão para experimentar o que é ser um cidadão?

A puxar bastante para o ambientalismo, com gráficos maravilhosos, música dos Monoral no genérico e dos Coldplay nos créditos finais. Estou convertida. Fica uma amostra:


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Top Poluição 2007

_Pelo 4º ano consecutivo, o relatório anual do Blacksmith Institute [link] parece o guião de um filme de terror. Na versão mais recente está incluída uma lista dos 10 lugares mais poluídos do mundo, que também pode ser consultada no site WorstPolluted.org [link]. Os indicadores são, entre outros a saúde e a esperança média de vida. E vêm lá incluídos alguns 'destinos de férias paradisíacos'! O relatório especifica:

«Em algumas vilas, a esperança de vida aproxima-se do nível medieval, e as malformações de nascença são uma norma, não a excepção.[...] Noutras, a taxa de asma nas crianças é acima dos 90% e o retardamento mental é endémico.»

Tailândia [foto: BI]

_Antigas minas feitas um bocadinho ao lado do que mandam as normas, áreas industriais dedicadas à produção de químicos em massa, pontos críticos da revolução industrial... muitos dos sítios mais poluídos do planeta encontram-se na China e na Rússia, conhecidas também por políticas pouco simpáticas no que diz respeito aos direitos humanos.

República Dominicana [foto: BI]

_O relatório de 2007 está disponível aqui: [link], bem como relatórios de anos anteriores. Vale a pena explorar o site do Blacksmith Institute, que inclui "manuais de sobrevivência" para a gestão dos locais poluídos e descrições do que levou à destruição ambiental dos ditos. O que é útil para o caso de se estar a passar algo do género no nosso quintal. E acreditem que depois de passar os olhos pelo catálogo, ficamos muito mais apegados ao nosso Portugalzinho;)...ler tudo>>

Cinemateca - A 11ª Hora


«A 11ª Hora» é um filme de 2007, escrito por Leonardo DiCaprio e dirigido pela dupla Nadia Conners/Leila Conners Petersen. Teve mais projecção por causa do actor envolvido do que por outra coisa qualquer, mas na verdade é uma compilação bastante acessível de vários problemas ambientais e das respectivas soluções que podem existir. Distingue-se da maioria dos outros documentários ambientais principalmente por isto.
Infelizmente, muitas das referências ao filme nos media apontavam-no como uma campanha de auto-promoção de mais um actor de Hollywood que resolveu para isso usar a "causa verde" (ah ah claro que o Leonardo DiCaprio precisa desesperadamente de autopromoção). Esteve brevemente em exibição em Portugal. Porquê o título? Vão ter que ver o filme para saberem;)

imbd: [link]
site oficial: [link]


e já agora visitem o site oficial do cérebro por trás do filme, que além de site pessoal é também um eco-site com muitas soluções óbvias para problemas ambientais: [www.leonardodicaprio.com]
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o sétimo continente

[img: NOAA, USA]

#1.África, #2.América, #3.Antártica, #4.Ásia, #5.Europa, #6.Oceania e #7.Um Monte de Lixo No Oceano Pacífico. Há uns tempos perdemos um planeta, mas agora ganhámos um continente , entre a costa Norte-Americana e o Hawaii. E não, não foi a Atlântida que se ergueu das àguas..

Há vàrias correntes oceânicas principais. Uma delas, o Turbilhão ou Giro Subtropical do Pacífico Norte, circula entre a costa da California e a Àsia. E recolhe toda a lixarada deitada ao mar pelo caminho, concentrando-a no seu centro. Assim, formou-se no meio do mar uma placa de 3,5 milhões de toneladas de lixo que em certos pontos tem 30 m de profundidade. Este continente artifical, feito de anilhas de latas, bocados de plástico, electrodomésticos estragados, esferovite, bocados de PVC, etc. está a ocupar um caminho onde o plãncton podia proliferar calmamente porque a zona não está em nenhuma rota marítima (e o plãncton é apenas a maior biomassa no planeta está na base da cadeia alimentar de quase tudo - vide 'Saving Nemo'), na proporção de 6 toneladas de lixo para 1 tonelada de plãncton. Além disso, com a sua decomposição lenta, os polímeros tóxicos, metais pesados e químicos abrasivos que os compõe misturam-se na àgua e acabam eventualmente por se bioacumular num peixito qualquer. Comestível, talvez?


Fica uma foto do Hawaii que NÃO se vai ver nos panfletos de viagens:



dados: Algalita Marine Research Foundation (AMRF) [link]
mais info: [ABC.es]


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